Que a maré vermelha afeta o consumo humano de ostras e mexilhões, isso é fato, mas o que não levamos em conta é o beneficio dos blooms dessas microalgas para os cultivos.
Como o consumo fica proibido durante o período em que a maré vermelha está intensa, a extração e a venda de bivalves filtradores se torna praticamente nula. Com isso, ostras e mexilhões, além de ter um período de descanso, também recebem uma grande carga de nutrientes e tem um grande ganho de biomassa. Esse ganho de biomassa se torna interessante para o consumidor final, que recebe um produto mais gordo e pode ser incrementado por diversos restaurantes especializados, como observado em um artigo de José Orenstein, de 2016 (Após a maré vermelha, vêm ostras e mexilhões gordos e saborosos).
Estudos mostram que algumas florações de diatomáceas não causam mortalidades de ostras, como a floração de Chaetoceros gracilis (Nagasoe et al, 2011). Após 24 horas de observação de Crassostrea gigas em diferentes concentrações de Chattonella
marina e C. antiqua, não foram observados danos nas brânquias, manto ou glândulas digestivas das ostras. Toxinas de Chattonella tem pouco efeito na mortalidade de peixes e bivalves (Baden 1989, Plakas et al.
2002, Tang et al. 2005, Woo et al. 2006).
Concluindo que algumas toxinas de diatomáceas não prejudicam o crescimento e nem causam mortalidade, o consumo de bivalves após o período de defeso, não é perigoso. Deve ser ressaltado o cuidado de depurar as ostras e mexilhões antes do consumo, para eliminar todos os patógenos e impurezas.
Referências:
[1]Nagasoe et al (2011) Clearance effects of the Pacific oyster Crassostrea gigas on the fish-killing algae Chattonella marina and Chattonella antiqua, Aquat Biol 11: 201–211, 2011;
[2]Baden DG (1989) Brevetoxins: unique polyether dinoflagellate toxins. FASEB J 3:1807–1817;
[3]Plakas SM, El Said KR, Jester ELE, Granade HR, Musser SM, Dickey RW (2002) Confirmation of brevetoxin metabolism in the Eastern oyster (Crassostrea virginica) by controlled exposures to pure toxins and to Karenia brevis cultures. Toxicon 40:721–729;
[4]Tang JYM, Anderson DM, Au DWT (2005) Hydrogen peroxide is not the cause of fish kills associated with Chattonella marina: cytological and physiological evidence. Aquat Toxicol 72:351–360;
[5]Woo SPS, Liu WH, Au DWT, Anderson DM, Wu RSS (2006) Antioxidant responses and lipid peroxidation in gills and erythrocytes of fish (Rhabdosarga sarba) upon exposure to Chattonella marina and hydrogen peroxide: implications on the cause of fish kills. J Exp Mar Biol Ecol 336:230–241.
Concluindo que algumas toxinas de diatomáceas não prejudicam o crescimento e nem causam mortalidade, o consumo de bivalves após o período de defeso, não é perigoso. Deve ser ressaltado o cuidado de depurar as ostras e mexilhões antes do consumo, para eliminar todos os patógenos e impurezas.
Referências:
[1]Nagasoe et al (2011) Clearance effects of the Pacific oyster Crassostrea gigas on the fish-killing algae Chattonella marina and Chattonella antiqua, Aquat Biol 11: 201–211, 2011;
[2]Baden DG (1989) Brevetoxins: unique polyether dinoflagellate toxins. FASEB J 3:1807–1817;
[3]Plakas SM, El Said KR, Jester ELE, Granade HR, Musser SM, Dickey RW (2002) Confirmation of brevetoxin metabolism in the Eastern oyster (Crassostrea virginica) by controlled exposures to pure toxins and to Karenia brevis cultures. Toxicon 40:721–729;
[4]Tang JYM, Anderson DM, Au DWT (2005) Hydrogen peroxide is not the cause of fish kills associated with Chattonella marina: cytological and physiological evidence. Aquat Toxicol 72:351–360;
[5]Woo SPS, Liu WH, Au DWT, Anderson DM, Wu RSS (2006) Antioxidant responses and lipid peroxidation in gills and erythrocytes of fish (Rhabdosarga sarba) upon exposure to Chattonella marina and hydrogen peroxide: implications on the cause of fish kills. J Exp Mar Biol Ecol 336:230–241.

Nenhum comentário:
Postar um comentário