Está situação ocorreu entre as datas de 28/03 e 29/03 de 2016, nas praias de Porto Seguro e Santa Cruz Cabráia. Entre os sintomas da intoxicação estavam irritação na pele, dificuldade para respirar, secura nos olhos, vômito e diarreia, também são considerados sintomas relacionados à Maré Vermelha enjoos, dores de estômago, tremores, além de ardor nos olhos e tosse, por conta da exposição às toxinas que podem ser levadas pelo ar por meio dos respingos (spray marinho) das ondas e do vento.
A Secretaria Municipal de Saúde estipula que essa formação de maré vermelha tenha sido causada devido a variações de temperatura e intensidade salina, como também por meio processos de poluição. O biólogo marinho André Rodolfo de Lima da Secretaria Municipal de Meio Ambiente coletou amostras da água para se determinar a espécie.
Link da noticia: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/03/mare-vermelha-pode-ser-causa-de-126-intoxicacoes-em-porto-seguro-na-ba.html
Com base em estudos anteriores, este é um fenômeno comum na região e que pode ser causado por quatro espécies potencialmente toxigênicas, dos gêneros Alexandrium e Ostreopsis, além de uma diatomácea da ordem Penalles. Os estudos epidemiológicos associados a algas marinhas nocivas no Brasil são quase inexistentes. Pelos tipos de floração conhecidas, nenhuma apresenta características de emanações de gases e em tal intensidade que poderia ser a causa do fenômeno observado em diferentes ocasiões em Porto Seguro.
A única referência disponível para o litoral de Santa Catarina, por artigo em forma de comunicação, descreve intoxicação de pessoas com sintomas semelhantes aos produzidos por toxinas do grupo DSP, associada à presença de dinoflagelados do gênero Dinophysis.
Pelo observado, as fossas sépticas existentes na faixa de praia em Porto Seguro dos estabelecimentos comerciais (bares e restaurantes) instalados nas praias e localidades vizinhas não são dimensionadas – inclusive para condições ambientais mais adequadas, com solos mais estratificados – para o esgotamento de populações de mais de dez indivíduos. No entanto, durante a alta temporada, estes estabelecimentos são frequentados por centenas de pessoas.
Em função dos dados provenientes de estudos anteriores, dos fatos observados, dos ensaios realizados em campo e dos dados bibliográficos levantados, parece improvável que as ocorrências de mal-estar registradas nas praias de Porto Seguro e de localidades vizinhas tenham sido causadas por fenômenos conhecidos como floração de algas nocivas. Também é improvável que estas ocorrências possam advir de impactos ambientais provenientes da agricultura ou de outras atividades humanas no interior do continente.
Com base no artigo dos autores: Alexandre Pessoa da Silva, Volney de Magalhães Câmara, Maria Imaculada Medina Lima, Daniela Buosi Rohlfs sobre a Investigação da ocorrência de elevado número de intoxicação de origem não esclarecida no município de Porto Seguro, Bahia de 2011
![]() |
| Foto mostrando as amostras sendo coletadas (Fonte: Reprodução/TV Bahia) |

Nenhum comentário:
Postar um comentário